Pensamentos de uma manhã

quarta-feira, 3 de agosto de 2011 às 19:35
Acordou; deixou em sua cama todos os seus medos, sonhos e inseguranças. Deixou no seu lençol lágrimas e pensamentos que só ela sabia. Transformou-se numa criatura forte, colocou a velha máscara sorridente na cara e foi viver. Pelo menos tentar viver. E todos os dias para ela são iguais. Com exceção de certos momentos que modificam sua rotineira apresentação no palco da vida. Porque para ela, a vida não passa de uma grande peça teatral. Onde as pessoas vêm, atuam e vão embora. E ela, ela não é um personagem. Ela é aquele grande teatro que recebe diversas apresentações, mas onde ninguém permanece. E quando o grande público vai embora, ele fica sozinho e vazio, como sempre vai ser. Talvez ela não queira mais ser o teatro, o que ela deseja mesmo é ser um personagem. Mas não mais um daqueles personagens que atuam e se vão como os outros, mas aquele personagem que faz a diferença, que marca a vida do expectador. Talvez ela só queira ser real por ter cansado de viver mentiras, por ter cansado de ser transparente. E assim ela tentará conseguir o papel principal na vida de alguém.

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