segunda-feira, 2 de abril de 2012 às 23:10
E só depois de alguns anos eu entendi o verdadeiro sentido do amor. Só depois de apanhar tanto, aprendi que não somos nós que escolhemos e sim o amor que nos escolhe. Dentre tantas coisas, aprendi que não adianta chorar, sofrer ou fazer qualquer outra coisa por alguém que a gente acha que ama quando na verdade só sente um pequeno "desconforto" no coração. Aprendi que quando se ama, se quer a pessoa pra sempre - e é ai que o "pra sempre" que muita gente não acredita começa a existir- porque o "pra sempre" só existe pra quem ama verdadeiramente. Aprendi que os dias e noites são bem mais longos quando se está longe. Que você começa a contar as horas, deixar pessoas falando "pro nada" e se perder em pensamentos e planos. Aprendi que o seu cérebro demora horas para conseguir desativar mesmo que você esteja com muito sono só porque você está perdido, traçando planos e imaginando o futuro com o ser amado. Aprendi que amor vai muito além do que as outras pessoas dizem ou descrevem. Que vai muito além do que eu citei na minha tentativa frustrada de escrever algo, que vai além da 'agonia constante' que alguns sentem no coração. Aprendi que a gente não pode descrever algo tão grande e tão superior. A gente só sente, espera ser correspondido e se joga no abismo que é maior que o universo torcendo pra dar certo, torcendo pra nunca acabar. Pra nunca chegar o chão.

Fuga

sexta-feira, 7 de outubro de 2011 às 22:52
Agora tens que correr, sair dessa merda desse casulo infantil. Rasgue seu melhor vestido, jogue essa coroa longe e vá lutar pelo que quer. Princesas não existem, contos de fadas também não! Tenha coragem, arrisque, mude. Não espere, depressa, não espere por nada nem ninguém. Faça o que quiser, realize os sonhos, seja feliz. Seja louca, ou talvez só um pouco. Quer que tua vida passe diante de teus olhos? Pois se não quer, age. Viver por nada não faz sentido, o que nos move são os desafios. Larga toda essa porcaria que te prende, manda teu medo pro inferno e vai viver.

Desejos

segunda-feira, 5 de setembro de 2011 às 19:01



Não quero perder-te de vista, não abrirei mão de admirar teus olhos mais vezes. Tantas vezes até que o 'pra sempre' acabe, até que a morte me roube a alma e leve-a para lugar algum, para onde nem eu mesma sei. Não dá pra parar, não dá pra cansar de admirar os traços de teu rosto estranhamente familiar, não dá pra parar a vontade de fazer-te adormecer, acariciar teu rosto e teus cabelos numa noite de céu nublado e rua vazia. No silêncio das batidas de teu coração, no nosso silêncio, na nossa fantasia de noite qualquer.

Coisas inadequadas

quarta-feira, 31 de agosto de 2011 às 11:49

Em seu peito trazia cicatrizes, dores, mágoas, e angústias de um 'amor mal curado'. Trazia a amargura e a frieza que só ela sabia. Era chata, irritante, inútil e tão poeta quanto uma pedra bêbada. Gostava de ser sincera, vomitava seus sentimentos de forma horrível e indelicada. Da forma que ninguém jamais achou adequada pra falar de amor. Ela se fantasiava de gelo, mas em seu peito continha uma brasa viva. Só esperando alguém pra aquecer. Gostava de parecer forte,  fria, de parecer segura, coisa que nela nada tinha. Sobrevivia. Passava dias matando, ou tentando matar o amor que tinha dentro dela; ou até 'dar um jeito', organizar a bagunça que era seu coração. Queria morrer por muitas vezes, mas o amor -amor esse que alimentava todas as suas escritas de menina boba- não deixava. Por quê?! Ela sempre se perguntava. Ela não sabia o que esse maldito amor queria fazer com ela, talvez matá-la aos poucos, talvez não. Talvez deixa-la ser feliz, mas do jeito que esse tal de amor é, eu duvido.

Apenas palavras não poderiam descrever

segunda-feira, 29 de agosto de 2011 às 18:14
Conheceram-se de uma forma comum, da forma que todos se conhecem.
Mas foram surpreendidos, não sabiam que ia ser tão lindo.
Foi estranho tamanha perfeição, foi estranho o modo que tudo aconteceu.
Foi estranho tantos detalhes em comum, foi perfeito, foi lindo.
Manhã nublada, domingo, passeio pela rua deserta, coincidências, boa música, beijo.
E ele? Belo, inteligente, sedutor, mas via-se que era apenas um menino.
Um menino que precisava de proteção,
mas que me fazia sentir protegida e totalmente fora de órbita.
Um menino de olhar firme, sincero, acolhedor, aconchegante, protetor e belo.
Era incrível como aquele olhar era hipnotizador;
bastava olhar uma vez para não conseguir mais parar.
Ficamos minutos nos olhando, sem parar. Parecia que ele me lia, era estranho, não sei.
Mas posso afirmar, ele lia meu olhar. Sabia o que eu estava sentindo.
As músicas que tocavam ali, conspiravam para que aquele beijo acontecesse
-beijo incomum, diferente, perfeito, como tudo naquela manhã-
e os deixava cada vez mais 'grudados',
foi tudo estranhamente perfeito, estranhamente lindo
 Ele cantou pra mim, aconchegou-me em seu peito -me protegendo de tudo- enquanto afagava meus cabelos e acariciava meu rosto. me fazia um bem danado.
Me deixava segura, era como se nada nem ninguém
pudesse me atingir quando eu estava abraçada com ele.
Era tudo estranhamente mágico, era tudo diferente.
Ele deixava tudo mais bonito, deixava tudo agradável, perfeito.
E aquele foi o único dia da vida dela, que nem a palavra perfeição conseguia definir.

Estrelas perdidas

quinta-feira, 11 de agosto de 2011 às 17:54
Estrelas no chão, felicidade em lugar algum.
Noite silenciosa, coisas incomuns. Pessoas tristes, coisas tristes. 
 Chovia, as estrelas escorregavam pelas ruas numa dança difícil de identificar.
Palavras se perdiam entre a escuridão, pensamentos e goles de vodka.
Ela não sabia o que fazer, não sabia o que queria.
Queria morrer, mas também desejava viver e mudar tudo.
Desejava fugir, mas coisas prendiam-na lá.
Queria um remédio para simplesmente apagar pra sempre, queria beber, passar mal e morrer.
Mas não, ela não queria morrer, ela tinha muitos planos para o futuro.
Futuro que talvez não estivesse a espera dela, mas ela estava disposta a perseguir.
Ela não sabia o que queria, não sabia o que querer.
Certa noite, ao olhar pela janela de seu quarto, viu que as estrelas fugiam.
Era como se a chuva levasse elas para longe, para tão longe que ela as perdeu de vista. 
E ela decidiu ver para onde elas iriam. Pulou a janela e correu atrás das estrelas que fugiam.
Não largou a garrafa de vodka que estava em sua mão e era sua companheira de sempre.
As estrelas sumiam, a chuva as levava, levava para tão longe que ela não podia mais ver,
então ela sentou no chão, apenas bebeu e chorou.
Decidiu não voltar mais, decidiu abandonar o seu futuro incerto,
decidiu apenas perder-se na sua insegurança, no seu vazio.

Sem título

terça-feira, 9 de agosto de 2011 às 16:56

Ela construiu um muro ao seu redor.
Um muro que a protegia de tudo o que ela desejasse; aparentemente, é claro! Internamente os sentimentos, as lembranças e as dores atingiam-na de uma só vez. Deixando-a infinitamente machucada, de uma forma irrecuperável. E ela nunca soube arrancar aquelas dores de lá, e os efeitos eram os mesmos de sempre. Outrora desabava, outrora morria. Aquelas dores eram como ervas daninhas em solo fértil. E enquanto ela se controlava, enquanto ela estava 'bem', era como cair num buraco escuro e infinito, onde não se tem chão. Onde ela só desejava ser engolida pela escuridão, onde ela só desejava que houvesse algo para 'sugar' a sua vida.

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