Em seu peito trazia cicatrizes, dores, mágoas, e
angústias de um 'amor mal curado'. Trazia a amargura e a frieza que só ela
sabia. Era chata, irritante, inútil e tão poeta quanto uma pedra bêbada.
Gostava de ser sincera, vomitava seus sentimentos de forma horrível e
indelicada. Da forma que ninguém jamais achou adequada pra falar de amor. Ela
se fantasiava de gelo, mas em seu peito continha uma brasa viva. Só esperando
alguém pra aquecer. Gostava de parecer forte, fria, de parecer segura, coisa que nela nada
tinha. Sobrevivia. Passava dias matando, ou tentando matar o amor que tinha
dentro dela; ou até 'dar um jeito', organizar a bagunça que era seu coração.
Queria morrer por muitas vezes, mas o amor -amor esse que alimentava todas as
suas escritas de menina boba- não deixava. Por quê?! Ela sempre se perguntava.
Ela não sabia o que esse maldito amor queria fazer com ela, talvez matá-la aos
poucos, talvez não. Talvez deixa-la ser feliz, mas do jeito que esse tal de
amor é, eu duvido.
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