Coisas dela

sexta-feira, 5 de agosto de 2011 às 22:01
Necessitava explodir em palavras, necessitava fugir dos seus medos, necessitava de um novo refúgio. Por mais que ela tentasse, não conseguia saber o que queria. Ficava sempre na dúvida entre o que ela queria e o que ela deveria querer. E eram caminhos diferentes, o que ela queria parecia ser errado para o mundo, e o que ela deveria querer parecia errado para ela. Talvez deveria ela seguir o que o mundo achava que era certo? Talvez deveria ela seguir o que ela achava certo? Ela não sabia, ficava sempre na mesma dúvida. Até que um dia, desistiu. Desistiu de querer agradar, desistiu de ser o orgulho das pessoas e foi viver. Foi viver da forma que ela achava que deveria. Da forma que ela achava que era certa. Desde então, julgavam-na pensavam que ela queria mesmo chamar atenção, ou qualquer coisa do tipo. E todos estavam errados. Ela pouco se importava com a atenção que estavam dando para ela, pouco se importava com o lixo de opinião que as pessoas tinham a respeito dela. Ela só queria reencontrar a identidade que havia perdido, que não tinha coragem de usar. E agora, ela é simplesmente o que deseja ser, sem medo do que as pessoas vão pensar, sem medo das consequências.

Pensamentos de uma manhã

quarta-feira, 3 de agosto de 2011 às 19:35
Acordou; deixou em sua cama todos os seus medos, sonhos e inseguranças. Deixou no seu lençol lágrimas e pensamentos que só ela sabia. Transformou-se numa criatura forte, colocou a velha máscara sorridente na cara e foi viver. Pelo menos tentar viver. E todos os dias para ela são iguais. Com exceção de certos momentos que modificam sua rotineira apresentação no palco da vida. Porque para ela, a vida não passa de uma grande peça teatral. Onde as pessoas vêm, atuam e vão embora. E ela, ela não é um personagem. Ela é aquele grande teatro que recebe diversas apresentações, mas onde ninguém permanece. E quando o grande público vai embora, ele fica sozinho e vazio, como sempre vai ser. Talvez ela não queira mais ser o teatro, o que ela deseja mesmo é ser um personagem. Mas não mais um daqueles personagens que atuam e se vão como os outros, mas aquele personagem que faz a diferença, que marca a vida do expectador. Talvez ela só queira ser real por ter cansado de viver mentiras, por ter cansado de ser transparente. E assim ela tentará conseguir o papel principal na vida de alguém.

Ele

terça-feira, 2 de agosto de 2011 às 12:35
Andava pelas ruas como quem necessitava encontrar alguém. Andava pelas ruas como se procurasse por ele em cada rosto que via. Andava pelas ruas sempre a noite, esperando que o ar daquela noite fresca trouxesse o perfume dele. Andava pelas ruas não por precisar chegar a algum lugar, mas por precisar encontrá-lo em cada canto da cidade. Por precisar sentir o seu cheiro em todos os lugares, por precisar olhar seus olhos cor de canela, por precisar beijá-lo só mais uma vez. E talvez assim ela cessasse sua procura. Talvez só assim pudesse sentir-se completa. Talvez só perto dele, ela conseguisse ser feliz. Ser feliz de verdade.

Os olhos dele

sábado, 30 de julho de 2011 às 19:27
E sempre que ela o encontrava, admirava os belos traços do rosto dele. Mesmo que muitos digam o contrário, ela ainda conseguia enxergar a beleza naqueles olhos. A beleza que ninguém conseguia ver. E ela gostava, gostava de ser a única capaz de encontrar a beleza daqueles olhos. Olhos comuns, cor de canela, que faziam-na sonhar. Olhos tão comuns e tão únicos para ela. Olhos que ela não cansava de admirar.

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